O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, afirmou, na noite deste domingo (25), que irá pedir a anulação do pleito. Ele se recusou a reconhecer a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Crítica ao STF
Em pronunciamento, o candidato do PL criticou duramente a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em prorrogar o tempo de votação até as 19h. Flávio acusou o ministro de favorecer o adversário.
“O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. O ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, que muda a regra do jogo, no meio do jogo. Às 17 horas e um minuto, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior, atropelando a Justiça especializada, com uma decisão, prorrogando por duas horas a eleição”, afirmou.
Flávio também mencionou a fala de um ministro sobre a possibilidade de anulação. “É inexplicável o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa cumpriu, as eleições deveriam ter sido anuladas.”
Pedido de anulação
Segundo o candidato, sua equipe irá recorrer na Justiça para pedir a anulação do pleito. “E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer os estados de eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, acrescentou.
Resultado histórico
Lula foi eleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. O petista chefiará o Executivo federal pela quarta vez. Desde a adoção do sistema de dois turnos, na Constituição de 1988, nunca um candidato que terminou a primeira fase em desvantagem havia conseguido reverter o resultado em uma eleição presidencial.