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Influencer cita fonte anônima e diz que bombeiro acusado de matar estudante em Taubaté estaria planejando fuga para não ser preso

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Um influencer usou as redes sociais para divulgar uma denúncia anônima de que o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de matar o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano durante uma briga de trânsito em Taubaté, estaria arquitetando uma possível fuga para não ser preso.

Segundo o relato divulgado, uma pessoa que se identificou como próxima à família do militar teria afirmado que parentes já estariam organizando um plano de fuga para esta segunda-feira (6). A fonte não pôde ser identificada. A informação não foi confirmada pelas autoridades até o momento.

Entenda a situação do bombeiro

Marcos Paulo Fujarra de Oliveira foi preso em flagrante no dia 30 de setembro, logo após o crime. No dia seguinte (1º), durante audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória com medidas cautelares: comparecimento bimestral em juízo, recolhimento domiciliar noturno nos fins de semana e folgas, proibição de deixar a comarca sem autorização e afastamento de 100 metros dos familiares da vítima .

O Ministério Público recorreu da decisão e pediu a prisão preventiva. No dia 2 de outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o recurso e decretou a prisão preventiva do bombeiro . No entanto, ele ainda não foi preso.

O que impede a prisão agora

O artigo 236 do Código Eleitoral estabelece que nenhum eleitor pode ser preso desde cinco dias antes até 48 horas depois do encerramento da eleição, salvo em casos de flagrante delito, sentença condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.

Como o bombeiro não se enquadra em nenhuma dessas exceções e a eleição foi realizada neste domingo (5), a prisão preventiva só poderá ser cumprida após o fim do período de restrição, previsto para terça-feira (6).

O que diz a defesa

A defesa do bombeiro sustenta que ele agiu em legítima defesa, após acreditar que estava sendo assaltado. Segundo o advogado Claudio Rodrigues Moreira, Bruno teria mostrado um objeto que parecia ser uma arma. A Polícia Civil, no entanto, afastou essa versão no relatório final do inquérito, indiciando o bombeiro por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima .

Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que o bombeiro desceu do carro, quebrou o vidro do veículo da vítima e efetuou os disparos sem que Bruno fizesse ameaças

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